Isabela Chen, Luana Pekelman e Pietra Chierighini venceram três confrontos em cinco disputados e foram eliminadas pelas fortes russas; jovem equipe masculina cai diante do Azerbaijão

  

Pietra Chierighini em ação na disputa das oitavas de final. Foto: Augusto Bizzi/FIE.

5 de abril de 2021.

Por: Fato&Ação Comunicação

As meninas da categoria juvenil foram os grandes destaques do Brasil no terceiro dia do Campeonato Mundial Cadete e Juvenil de Esgrima, na cidade do Cairo, no Egito. Nesta segunda-feira (5), a equipe de sabre juvenil, formada por Isabela Chen, Luana Pekelman e Pietra Chierighini, venceu as indianas na primeira fase, por 45 a 35. Nas oitavas de final, encararam as russas, primeiras no ranking mundial, e caíram, por 45 a 22. Nas disputas por posições, derrota para a Polônia (45 a 37), e novos triunfos, sobre Cazaquistão (45 a 41) e Uzbequistão (45 a 44), garantindo o 13° lugar.

Foi a melhor participação do sabre feminino em um Mundial Cadete e Juvenil. O Brasil nunca tinha conseguido passar para esta fase na história da competição. Já os meninos caíram para o Azerbaijão na primeira rodada, por 45 a 39.

O desempenho das brasileiras foi muito bom contra as indianas, pois em apenas um dos combates terminaram em desvantagem. Isabela Chen, a mais nova do time, ainda com idade cadete, conseguiu uma vitória e um empate nos duelos que atuou. A Índia estava a apenas uma posição atrás do Brasil entre as equipes participantes da disputa.

Na etapa seguinte, as fortes russas, primeiras colocadas do ranking mundial, com as brasileiras vendendo caro alguns combates, mas sendo superadas pela melhor qualidade das adversárias. No início das disputas de posições, derrota para a Polonia, um início muito ruim, com recuperação no finalzinho. Contra o Cazaquistão, uma vitória suada, com muita alternância no placar.

Nada comparável ao último duelo, valendo o 13° posto, contra o Uzbequistão. O Brasil tinha cinco pontos de vantagem, mas sofreu a virada no antepenúltimo confronto. Pietra Chierighini colocou o Brasil novamente na frente, por um ponto, e Luana Pekelman garantiu a vantagem, com um empate no último duelo.

“Pela primeira vez nossas sabristas conseguiram avançar do primeiro quadro, dessa vez contra a Índia. Depois foram jogos duros, primeiro contra Rússia e depois contra Polônia, com nossas atletas buscando o melhor. E depois, com esse mesmo padrão, elas conquistaram duas excelentes vitórias sobre Cazaquistão e Uzbequistão, que também eram equipes fortes. Estamos muito orgulhosos de todas, mas é muito importante destacar o desempenho da Isabela Chen, jovem cadete, que fez uma partida incrível contra Uzbequistão, conquistando 16 toques para o Brasil na vitória apertada de 45 a 44. Toda nossa equipe sentiu essa energia que a levou a Isa a superar as adversidades, mesmo na categoria acima e com dores no cotovelo. Foram nossas guerreiras”, comemorou o técnico Rodrigo Baldin.

“Estamos muito felizes. Nunca tínhamos conseguido um resultado assim antes. Acho que, em geral, jogamos muito mais nesses últimos combates. Contra a Polônia, eu e a Luana tentamos buscar no finalzinho, mas não deu. Contra o Cazaquistão, mudamos demais o modo como entrávamos em pista, tudo estava se encaixando. A Isa se destacou com os contra-ataques e deixou as meninas do Uzbequistão irritadas. No final focamos e vencemos”, analisou Pietra Chierighini.

A jovem equipe masculina, formada por Gabriel Vasques, Marcos Gomez, Matheus Becker e Renato Saliba – três deles com idade cadetes –, também não fez feio. Disputou um duríssimo jogo contra o Azerbaijão, onde começaram reticentes, deixando os adversários abrirem dez pontos de vantagem no placar. Aos poucos, reagiram, vencendo dois e empatando outros dois duelos, não conseguiram tirar a desvantagem inicial: 45 a 39.

Florete

O Mundial Cadete e Juvenil prossegue nesta terça-feira (6), com as disputas no florete. O time brasileiro feminino é formado por Gabriella Vianna (cadete e juvenil); Stela Frias (cadete); e, Talia Calazans, Valentina Baldi e Laura Papaiano (juvenil). A equipe masculina tem Lorenzo Mion (cadete e juvenil); Rafael Tomino e André Mura (cadete); e, Ricardo Pacheco, Paulo Morais e Guilherme Murray (juvenil). O técnico é Ricardo Ferrazzi.

 

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