Equipe brasileira do sabre que disputou o Mundial Cadete e Juvenil de esgrima (Luca Pagliaricci/Bizzi Team/FIE)
Assessoria de Comunicação da CBE
O Brasil encerrou sua participação nas provas de sabre no Campeonato Mundial Cadete e Juvenil de esgrima, no Rio de Janeiro, com sinais de evolução, experiência internacional e uma geração jovem que projeta crescimento para os próximos ciclos. O principal resultado foi o 15º lugar por equipes no sabre juvenil feminino. No individual, Marcus Pinto foi o destaque. Ele terminou entre os 30 melhores nas duas categorias e só foi derrotado pelos campeões mundiais em ambas.
Mais do que as posições finais, o Mundial serviu como termômetro do nível competitivo e do estágio de desenvolvimento dos atletas brasileiros diante da elite da modalidade.
“Em todas as situações eu acredito que nós poderíamos ter tido mais. Isso não significa que alguém tenha ido mal. Muito pelo contrário, todo mundo jogou muito bem e deu o máximo de si”, afirmou Rodrigo Baldin, técnico da seleção brasileira de sabre.
Potencial da equipe
O técnico Rodrigo Baldin (primeiro à esquerda) durante a disputa feminina por equipes do Mundial (Bizzi Team/FIE)
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O treinador fez questão de destacar a juventude do grupo e o potencial de evolução.
“Temos atletas que ainda vão competir mais dois ou três anos nessas categorias. Existe um crescimento muito claro acontecendo”, avaliou.
A projeção, segundo Baldin, vai além do resultado imediato e passa pelo processo de formação dos esgrimistas.
“Não é só falar o que fazer em pista. A gente precisa ajudar no desenvolvimento. Eles precisam aprender a tomar decisões, porque isso vai ser fundamental no futuro”, explicou.
Ele também ressaltou o peso de disputar um Mundial — ainda mais em casa.
“É uma prova de altíssimo nível, com muita pressão. E, sendo no Brasil, existe também essa expectativa de fazer o melhor diante da torcida”, completou.
Feminino por equipes fecha participação com vitória
Equipe feminina do Brasil conquistou duas vitórias no último dia de competição e terminou em 15º lugar (Eva Pavia/Bizzi Team/FIE)
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Dentro desse contexto, o principal resultado brasileiro no sabre foi o 15º lugar por equipes no feminino, com vitória sobre a Alemanha por 45 a 37 no último confronto.
A equipe formada por Ana Beatriz Fraga, Gabriela Ohana, Stella Santos e Camila Vieira mostrou evolução ao longo da competição, enfrentando seleções tradicionais.
“Apesar de ter terminado em 15º, a gente fez uma campanha muito boa. Jogamos bem e conseguimos vencer a Alemanha, que é uma equipe forte”, destacou Stella Santos.
Ela também ressaltou o diferencial da prova por equipes.
“No equipes, a gente nunca está sozinha. Sempre tem alguém para apoiar, para ajudar. Isso faz muita diferença”, disse.
Aprendizado diante da elite mundial
No individual, os brasileiros tiveram bom desempenho nas poules e enfrentaram adversários de alto nível nas eliminatórias. O principal destaque foi Marcus Pinto, melhor do país nos dois primeiros dias, chegando ao quadro de 32 tanto no juvenil quanto no cadete — sendo eliminado em ambas as provas pelos futuros campeões.
Para Ana Beatriz Fraga, a experiência foi determinante para o aprendizado.
“Foi uma competição muito importante para mim. Não consegui o resultado que eu esperava, mas aprendi muito”, afirmou.
Ela também destacou o impacto de enfrentar a chinesa Pan Qimiao, principal nome do Mundial até o momento — campeã no juvenil, no cadete e também por equipes.
“É uma inspiração muito grande. O jeito que ela conduz o jogo, taticamente e mentalmente, ensina muito”, completou.
Mundial no Brasil amplia alcance da modalidade
Além da parte esportiva, Baldin destacou o impacto de sediar um Mundial no país como fator de desenvolvimento da esgrima.
“Eventos assim ajudam a criar novos ídolos. As crianças veem os atletas e querem estar ali também”, afirmou.
O treinador ainda apontou o principal caminho para o crescimento da modalidade.
“Levar a esgrima para as escolas é fundamental. Quanto mais a gente massificar o esporte, mais forte será o futuro”, concluiu.
O Campeonato Mundial Cadete e Juvenil de esgrima segue até o dia 9 de abril, no Rio de Janeiro, com as disputas das armas de florete e espada.
Programação: florete abre disputas neste sábado
Equipe feminina de florete do Brasil estreia neste sábado no Mundial Cadete e Juvenil de esgrima (Augusto Bizzi/FIE)
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O Campeonato Mundial Cadete e Juvenil de esgrima segue neste sábado (5) com a disputa do florete júnior. A competição masculina começa às 9h, enquanto o torneio feminino está marcado para as 10h30. O Brasil será representado por Luiz Foschini, Pedro Nogueira, Guilherme Vianna e Álvaro Kalleby no masculino, e por Julia Grahl, Marina Morais, Valentina Basso e Livia Burberry no feminino. No domingo, acontece a disputa cadete e na segunda-feira por equipes.
