Membro da equipe de espada masculina na Rio-2016 e segundo melhor do Brasil na atualidade, ele vem treinando pesado na Itália ao lado do companheiro

Da esquerda para a direita: Athos Schwantes, Fabrizio Lazaroto, Filippo Lombardo (treinador) e Alexandre Camargo.

13 de novembro de 2020.

Por: Fato&Ação Comunicação

Alexandre Camargo tem 21 anos, já fez parte da equipe de espada masculina nos Jogos Olímpicos Rio-2016 e atualmente é o segundo colocado no ranking nacional. Sua missão agora não é buscar a vaga em Tóquio, mas ajudar um outro companheiro a alcançar este objetivo. Ele treina na Itália para que Athos Schwantes chegue no melhor patamar possível ao Pré-Olímpico, em abril.

Companheiros de equipe na Academia do Mestre Kato, em Curitiba, Camargo e Schwantes se conhecem de longa data. Por isso, o mais jovem garante que não existe vaidade e vai fazer de tudo para que o colega chegue ao Panamá, no melhor de sua forma técnica, para conquistar a vaga olímpica.

“No ano passado, brigamos pela vaga brasileira no Pré-Olímpico. Agora, ele está precisando da minha ajuda, por estar treinando para buscar a vaga na Olimpíada. A gente divide bem, a relação é muito boa. Sei que tenho muitos anos para fazer muita coisa”, projeta, falando com orgulho do colega.

“Temos uma relação boa, treinamos há muito tempo juntos. Desde que comecei na esgrima, em 2012. Me ajudou muito a aprender como funcionam as coisas, pensar no meu foco nos próximos quatro anos. Vou aproveitar esse período ao lado dele aqui para a minha evolução”, avisa Camargo.

Por questões burocráticas, Alexandre Camargo e o técnico Ivan Schwantes não iniciaram na mesma data que Athos e Fabrizio Lazaroto (o outro brasileiro da equipe) os treinamentos na Missão Europa, em Portugal, e na Itália. Mas nada que atrapalhasse o desempenho do esgrimista. Para ele, o mais estranho é o momento vivido na Europa, com a segunda onda de casos do novo coronavírus.

“Eles já estavam aqui há uns dias, mas foi tranquilo. Estavam mais habituados com o ritmo, mas não teve nenhuma diferença drástica. A gente acha mais estranho em relação ao coronavírus, as coisas mudaram. Por mais que esteja acostumado a viajar bastante, é uma situação nova”, relata.

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