Brasil conquista ouro na espada feminina, prata no sabre misto e chega a dez medalhas no Regional das Américas

O Brasil conquistou mais duas medalhas no Campeonato das Américas de Paraesgrima 2026 nesta quinta-feira (29). A seleção venceu os Estados Unidos por 25 a 24 na final da espada feminina por equipes e ficou com a prata no sabre misto, após enfrentar a Colômbia na decisão. Com os resultados, o país chegou a dez pódios na competição, realizada no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, e lidera o quadro geral com quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes. A Colômbia também soma quatro ouros, mas aparece atrás do Brasil por ter menos medalhas de prata.

Brasil conquista título da espada feminina em decisão por um toque

A equipe formada por Carminha Oliveira, Rayssa Veras, Rudineia Manica e Mônica Santos conquistou o ouro da espada feminina em uma final decidida na prorrogação. Como apenas três seleções participaram da prova, o Brasil avançou diretamente à decisão após sorteio e enfrentou os Estados Unidos, que defendiam o título continental.

O confronto terminou empatado no tempo regulamentar, depois de uma sequência de alternâncias no placar. No penúltimo duelo, Carminha Oliveira conseguiu igualar a disputa diante da norte-americana Nicole Contos, deixando a definição para Rayssa Veras contra Stephanina Michaelis.

Nos segundos finais, o Brasil chegou a assumir a liderança, mas Michaelis empatou novamente. Com o placar igualado, a disputa foi para a prorrogação, na qual os Estados Unidos receberam a prioridade no sorteio. A decisão veio após a norte-americana receber um cartão vermelho por se levantar da cadeira durante o confronto, penalização que garantiu o toque decisivo e a vitória brasileira por 25 a 24.

Rayssa Veras destacou as dificuldades enfrentadas pela equipe durante a decisão e a importância de superar as norte-americanas diante da torcida brasileira.

“Passamos direto para a final e demorou um pouco. Problemas técnicos que acontecem em competição, foi complicado. A torcida deles estava gritando, ainda bem que também ajudaram a gente. Foi muito divertido. Ganhar dos Estados Unidos é sempre bom. Estou muito feliz. Todo mundo deu tudo o que tinha que dar em pista, tanto na torcida quanto apoiando umas às outras. E nos consagramos campeãs”, comemorou Rayssa.

Brasil fica com a prata no sabre misto após dificuldades com cadeiras

Na disputa do sabre por equipes mistas, o Brasil conquistou a medalha de prata com Rayssa Veras, Mônica Santos, Lucas Julião e Renato Santana. A seleção garantiu presença na final ao derrotar a Venezuela por 20 a 12 na semifinal, mas acabou superada pela Colômbia por 20 a 15 na decisão.

Além dos confrontos em pista, a equipe brasileira precisou lidar com dificuldades relacionadas aos equipamentos. Lucas Julião e Renato Santana tiveram que competir utilizando cadeiras diferentes daquelas com que estavam acostumados, após questionamentos sobre as dimensões dos equipamentos.

Renato relatou que sua cadeira havia sido verificada anteriormente e considerada adequada por um árbitro, mas uma nova avaliação determinou a substituição. A mudança exigiu adaptações na posição e nos movimentos dos atletas durante a competição.

Lucas Julião, que chegou a relatar que quase caiu durante um dos confrontos, comparou a situação à necessidade de se adaptar a um calçado novo.

“Tentamos arrumar o máximo possível para chegar próximo do que estávamos acostumados. Mas é diferente. Imagina que a cadeira para a gente é quase como se fosse um tênis velho. A gente está acostumado a usar ele. Com a cadeira nova, a gente tem que se reacostumar com um tênis supernovo e apertado. Então você tem que se adaptar”, explicou Julião.

Renato também comentou as dificuldades enfrentadas e valorizou o resultado coletivo, conquistado em sua estreia na formação mista.

“Eu queria agradecer a toda a equipe, que graças a eles nós chegamos na final. E, como o Lucas falou, cadeiras novas, adaptação. Então, trabalhar diariamente até conseguir um resultado mais favorável”, afirmou.

Espada masculina termina na quinta colocação

O Brasil também participou da disputa da espada masculina por equipes, com Lenilson de Oliveira, Jovane Guissone, Moacir Ribeiro e Renato Santana.

Em uma competição com seis seleções, os brasileiros enfrentaram a Venezuela na primeira fase e protagonizaram um confronto equilibrado, decidido por apenas um toque. Os venezuelanos venceram por 30 a 29 e avançaram na competição.

Na sequência, o Brasil enfrentou o Quênia na disputa do quinto lugar e venceu por 30 a 11, encerrando sua participação na quinta colocação. A Colômbia conquistou o título da espada masculina, enquanto a Venezuela ficou com a prata e os Estados Unidos completaram o pódio.

Brasil lidera quadro de medalhas do Regional das Américas

Com os resultados desta quinta-feira, o Brasil chegou a dez medalhas no Campeonato das Américas de Paraesgrima 2026. A delegação soma quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes e ocupa a liderança do quadro geral, à frente da Colômbia, que também conquistou quatro títulos, mas possui menos medalhas de prata.

A competição acontece entre 27 de outubro e 1º de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. O torneio reúne 81 atletas de oito países, incluindo 22 representantes brasileiros.

Além das medalhas, os resultados são importantes para o ciclo paralímpico de Los Angeles-2028. O Regional das Américas distribui pontos para o ranking classificatório dos próximos Jogos, embora não ofereça vagas diretas. As disputas continuam nesta sexta-feira (30), com novas provas individuais, onde os homens jogam no sabre a as mulheres na espada.

Serviço

Evento: Campeonato das Américas de Paraesgrima 2026
Data: 27 de outubro a 1º de novembro de 2026
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, São Paulo (SP)
Participantes: 81 atletas de oito países, sendo 22 brasileiros
Entrada: Gratuita

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