Esgrima brasileira encerra Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 com oito medalhas

A esgrima brasileira encerrou nesta sexta-feira (18) sua participação nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 com mais duas medalhas. No último dia de disputas da modalidade, o Brasil conquistou o ouro na espada masculina por equipes e a prata no sabre feminino por equipes, fechando sua participação em Rosário com oito medalhas: dois ouros, cinco pratas e um bronze.

Na espada masculina, a equipe formada por Alexandre Camargo, Nicolas Deguchi, Richard Grunhauser e Pedro Marostega teve uma campanha dominante até o título. O Brasil estreou diretamente no quadro principal e venceu o Peru por 45 a 18. Na semifinal, novamente apresentou uma atuação segura e superou a Argentina por 45 a 29, garantindo a vaga na decisão.

Na final, contra a Venezuela, o Brasil manteve o controle do confronto durante toda a disputa. A equipe brasileira esteve à frente do placar do início ao fim e confirmou a vitória por 45 a 42, conquistando a medalha de ouro.

O resultado encerra uma participação especialmente positiva de Nicolas Deguchi em Santa Fé. Além do título por equipes, o atleta também havia conquistado a medalha de prata na prova individual de espada, no terceiro dia de competição.

Sabre feminino fica com a prata

No sabre feminino, o Brasil foi representado por Luana Pekelman, Karina Trois, Pietra Chierighini e Ana Toldo.

A equipe brasileira começou a disputa no quadro de 8 contra a Colômbia e avançou com uma vitória expressiva por 45 a 21. Na semifinal, enfrentou a Venezuela e novamente conseguiu impor seu ritmo, vencendo por 45 a 27 e garantindo uma vaga na final.

Na decisão, o adversário foi a Argentina. Em um confronto extremamente equilibrado, as duas equipes alternaram momentos de vantagem. O Brasil chegou a liderar o placar durante a disputa, mas as argentinas conseguiram reagir e recuperar a vantagem.

Na reta final, a Argentina confirmou a vitória por 45 a 37, deixando o Brasil com a medalha de prata.

Oito medalhas em seis dias

Ao longo dos seis dias de competição, a esgrima brasileira esteve no pódio em provas individuais e por equipes nas três armas — florete, espada e sabre.

A primeira medalha veio logo no primeiro dia, com Ana Beatriz Bulcão, campeã do florete feminino individual. Bia teve uma campanha dominante, vencendo os seis confrontos da fase de poules e avançando até a final, onde derrotou a peruana Mariana Lopez por 15 a 9.

No terceiro dia, o Brasil voltou ao pódio com Luana Pekelman, bronze no sabre feminino, e Nicolas Deguchi, prata na espada masculina. Deguchi protagonizou uma campanha de alto nível, incluindo uma vitória por 15 a 14 na semifinal.

Nas disputas por equipes, o Brasil manteve presença constante nas finais. Florete feminino, sabre masculino, florete masculino e sabre feminino conquistaram medalhas de prata, enquanto a espada masculina encerrou a competição com o ouro.

A participação brasileira também foi marcada por boas colocações nas provas individuais. Além dos três medalhistas, Mel Guimarães terminou em quinto lugar e Laura Correia em sexto na espada feminina; Guilherme Toldo foi sexto e Pedro Marostega 13º no florete masculino; Karina Trois terminou em quinto no sabre feminino; e Alexandre Camargo foi sétimo na espada masculina.

No total, a delegação brasileira de esgrima deixa Santa Fé com oito medalhas — dois ouros, cinco pratas e um bronze — em uma campanha que colocou o Brasil no pódio nas três armas e nos dois naipes.

Mais do que os resultados, a competição foi marcada por confrontos equilibrados, disputas decididas nos detalhes e pela presença frequente dos atletas brasileiros nas fases finais. Um desempenho que reforça a evolução da esgrima brasileira no cenário sul-americano e encerra mais uma importante etapa da temporada internacional.

 

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