A participação brasileira no Campeonato Mundial de Esgrima, em Hong Kong, chegou ao fim nesta quinta-feira (30), após a disputa por equipes do sabre masculino. Representado por Bruno Pekelman, Marcus Pinto, Vince Liu e Renato Saliba, o Brasil enfrentou os Estados Unidos no quadro de 32 e foi superado por 45 a 30, encerrando a competição na 27ª colocação entre 35 equipes. O título ficou com a França, seguida por Coreia do Sul e Romênia.
Mais do que os resultados do último dia, o Mundial de Hong Kong ficará marcado como um dos mais importantes da história recente da esgrima brasileira.
Florete masculino faz história nas disputas individuais
O principal destaque da campanha brasileira veio nas provas individuais do florete masculino. Pela primeira vez, o Brasil classificou três atletas da mesma arma para a chave principal de um Campeonato Mundial. Guilherme Toldo, Pedro Marostega e Dominic de Almeida alcançaram o quadro principal, um feito inédito para a modalidade no país.
Entre eles, Guilherme Toldo protagonizou uma campanha histórica ao terminar na sétima colocação. O resultado iguala uma das melhores campanhas brasileiras da história dos Campeonatos Mundiais e confirma o atleta entre os principais nomes do florete internacional.
Ana Beatriz Bulcão também avança ao quadro principal
Outro grande momento da delegação brasileira veio no florete feminino. Ana Beatriz Bulcão garantiu vaga na chave principal do Mundial e encerrou sua participação na 57ª colocação entre 132 atletas, resultado que reforça sua evolução no cenário internacional.
Nas demais disputas individuais, os brasileiros enfrentaram adversários de alto nível e adquiriram experiência importante em uma das competições mais fortes do calendário da Federação Internacional de Esgrima (FIE).
Equipes mostraram competitividade durante todo o Mundial
Na competição por equipes, o florete masculino voltou a ser protagonista. Formada por Guilherme Toldo, Pedro Marostega, Dominic de Almeida e Lorenzo Mion, a equipe venceu a Grã-Bretanha por 45 a 41 em uma emocionante virada no quadro de 32.
Nas oitavas de final, o Brasil enfrentou a Itália, que conquistaria o título mundial horas depois. Na sequência da disputa pelas colocações, a equipe ainda derrotou a Espanha em outra virada emocionante e terminou o Mundial na 14ª colocação entre 35 países.
A espada masculina também começou sua campanha com vitória sobre o Quirguistão antes de encerrar sua participação na 26ª colocação entre 45 equipes.
Já o Sabre masculino enfrentou os Estados Unidos logo na estreia da competição por equipes e terminou o Mundial na 27ª posição entre 35 seleções.
Um Mundial para entrar na história da esgrima brasileira
Além dos resultados expressivos, o Campeonato Mundial de Hong Kong evidenciou a evolução técnica da esgrima brasileira. Os feitos inéditos conquistados no florete masculino, a presença de Ana Beatriz Bulcão na chave principal e o desempenho competitivo das equipes reforçam o crescimento da modalidade e consolidam Hong Kong 2026 como um dos Mundiais mais marcantes da história recente da Confederação Brasileira de Esgrima.
A campanha deixa uma base sólida para os próximos desafios internacionais e demonstra que o Brasil segue ampliando sua presença entre as principais nações da esgrima mundial.
